31 outubro 2010

NASCE A NEBULOSA DO CARANGUEJO

1054 DC

Em 1054 DC uma estrela da constelação de Touro explodiu, uma explosão em supernova, fazendo com que a luz oriunda desse evento fosse notada e registrada em manuscritos chineses, japoneses e europeus. Especula-se que os índios americanos anasazi registraram o evento em pedra. Hoje essa grande explosão é conhecida como a Nebulosa do Caranguejo.


1054 DC, NASCE A
NEBULOSA DO CARANGUEJO


* Este artigo possui um vídeo no youtube: o Orbitador - Nebulosa do Caranguejo.

          Fonte: palomarskies.blogspot
Em 1054 DC uma estrela da constelação de Touro explodiu, uma explosão em supernova, fazendo com que a luz oriunda desse evento fosse notada e registrada em manuscritos chineses, japoneses e europeus. Especula-se que os índios americanos anasazi registraram o evento em pedra. Foi considerada uma estrela "convidada"  pelos chineses e brilhou cerca de quatro vezes mais que vênus durante quase um mês. Hoje essa grande explosão é conhecida como a Nebulosa do Caranguejo, ou M1 (catálogo Messier) ou NGC 1952 (Novo Catálogo Geral).

Acima, temos uma imagem da nebulosa tirada pelo telescópio do monte Palomar em 1950, mesmo em preto e branco é evidente que esse objeto astronômico é grandioso e esplêndido.

Vamos mostrar algumas imagens feitas por telescópios terrestres e espaciais. Cada imagem explora as variadas faixas do espectro da luz, do infravermelho aos raios X. O Universo fantástico da Luz.

As diferenças nas cores dos diferentes telescópios óticos variam pelos filtros e bandas utilizadas.  Para as imagens em infravermelho e raios-X, as cores são escolhidas e inseridas nos pontos pretos,  brancos e tons de cinza captados pelos instrumentos para realçar determinados aspectos científicos que se deseja.

IMAGENS ÓTICAS

1959 - Observatório Palomar , Califórnia, EUA
Fonte: http://palomarskies.blogspot.com.br/


Sem informação sobre os filtros utilizados.


1999 - Observatório Europeu do Sul, Paranal, Chile
Instrumento FORS2
Crédito: ESO
(click na imagem para site)



Filtros ópticos: B (429 nm; FWHM 88 nm, 5 min, aqui traduzida como o azul), R (657 nm; FWHM 150 nm, 1 min; verde) e S II (673 nm; FWHM 6 nm, 5 min; vermelho) 


2004 - Canadá França Hawaí Telescope, Mauna Kea Hawaí
Câmera CFH12K
(click na imagem para síte)


A fonte não indica a especificação dos filtros para essa imagem mas no link lista dos filtros disponíveis para CFH12K.


2007 - Subaru Telescope, Japão


Filtros: Banda V (550nm) verde, NB497 banda estreita (497.7nm, FWHM7.7nm) vermelho, banda B (450 nm) azul.


2005 - Hubble Space Telescope, Órbita da Terra


A imagem ao lado é uma das mais belas já feitas da nebulosa, sendo um mosaico de 24 imagens tiradas entre 1999 e 2000, com filtros para os espectros de luz do oxigênio neutro - azul, oxigênio duplamente ionizado - vermelho e enxofre ionizado - verde.

Filtros: F502N ([O III]), F631N ([OI]), F673N ([S II])
(click na imagem para síte)

The Crab Nebula
Source: Hubblesite.org


IMAGENS NO INFRAVERMELHO

2005 - Spitzer Space Telescope, Órbita da Terra
Cortesia NASA/JPL-Caltech


Spitzer Array Camera (IRAC) e Imaging fotômetro multibanda (MIPS), a 3,6 (azul), 8.0 (verde), 24 (vermelho) microns.


Observatório Palomar , Califórnia, EUA


A cor vermelha é obtida em 2,15 microns, a luz verde de ferro ionizado (Fe II) com 1,644 mícrons e azul de 1,25 mícrons.



IMAGENS NO RAIO-X

A nebulosa é alimentado por uma estrela de nêutrons (pulsar), altamente magnetizada, girando rapidamente, (ponto branco perto do centro). A combinação da rápida rotação e forte campo magnético gera um campo eletromagnético intenso, que cria jatos de matéria e antimatéria se afastando pelos pólos norte e sul do pulsar e um vento intenso que flui para fora na direção equatorial.


2001_2004 - Chandra X-Ray Observatory, Órbita da Terra
Crédito: NASA/CXC/Smithsonian Astrophysical Observatory



IMAGEM COMPOSTA DO CHANDRA, SPITZER E HUBLE

Esta imagem composta utiliza dados dos três observatórios da NASA.
 A imagem de raios X do Chandra é mostrada em azul, a imagem do Telescópio Espacial Hubble óptico é em vermelho e amarelo, e a imagem infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer é em roxo.


Courtesy NASA/JPL-Caltech






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