22 agosto 2014

OBSERVAÇÕES E RELATOS 1977 OPERAÇÃO PRATO

Num dos principais documentos militares da Operação Prato, o chamado “Resumo Sintético Cronológico”, estão registradas 284 observações militares e relatos de civis, coletados durante os anos de 1977 e 1978 no estado Pará. Nesse artigo dispomos os registros de 1977 graficamente, distribuídos por datas e horários, além de marcações relevantes.



OBSERVAÇÕES E RELATOS 1977


Nota: Para informações sobre a Operação Prato leia o livro Corpos Luminosos, disponível no blog.

As esferas azuis indicam as observações militares do Resumo Sintético Cronológico”. Essa observações são aquelas onde pelo menos um membro de equipe da seção de informações da Aeronáutica está presente, independente se acompanhado de civis ou não. Os quadrados laranjas vazios, indicam as observações relatadas por civis aos agentes da aeronáutica.
Os triângulos são um extrato particular das observações militares: são aquelas oriundas dos relatórios extras do sargento Flávio Costa, um conjunto de relatórios elaborados após vigílias particulares na Baia do Sol.
As marcações "X" são observações militares de Hollanda e civis na Baia do Sol.
Os quadrados brancos vazios são as observações militares dos agentes no Rio Içui-Guajará.


Gráfico dos Relatos e Observações do RSC em 1977.


Os dois relatos isolados no horário da manhã tratam-se da observação de um mesmo objeto sobre a Baia do Marajó, por um piloto em voo e um morador da Ilha de Colares.
Pode-se notar um hiato no registro das observações militares em missão oficial (primeira e segunda missões) no miolo de novembro, ficando registradas nesse período apenas alguns relatos colhidos posteriormente e observações em vigília particular de Flávio Costa com civis na Baia do Sol.
As esferas azuis em dezembro, após o fim oficial das missões Prato, são as observações realizadas nas duas missões à Fazenda Jejú, uma delas comandada pelo SNI. 


16 comentários:

Anônimo disse...

Prezado Helio.Simplesmente sensacional o seu trabalho. Pensava em fazer algo parecido ao seu livro Corpos Luminosos mas diante do pouco que vi, parei. Após conseguir recentemente o livro Vampiros Extraterrestres da Amazonia do Daniel Rebisso Giese observei as incoerências da dra Wellaide nos vários depoimentos dela ao longo do tempo e estava fazendo um resumo. Pensava que só eu havia observado isso. Queria dividir isso. Se tiver interesse segue meu email: lflamarao@ig.com.br abs Luiz.

Enigma Luz disse...

Luiz, o livro do Giese não consegui, mas outras fontes, como Bob Prat, entrevistas para a UFO e O Liberal, além dos depoimentos em documentários, geram enormes contradições entre si. E incorreções.
Fico feliz por gostar do trabalho em CL.

Luiz Lamarao disse...

Olá Hélio. Você já havia observado que a foto do ROV 64 tem como descrição a observação do ROV 63? Se houve um erro de registro no relatório e a foto referir-se ao ROV 63, nesse caso, teríamos o registro da famosa bola de futebol americano em seu formato mais parecido com o descrito pelo Cel. Hollanda. A forma descrita na nota (balão) também pode ser considerada como uma outra maneira de descrever a bola de futebol americano.

Enigma Luz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Enigma Luz disse...

Sim Luiz, e a citação ao "balão" é muito sugestiva. Algumas vezes até pensei que outra foto, a do ROV 62, estivesse trocada com a do 63, pois ela é muito parecida com a bola de futebol americano e são do mesmo dia e horário. Teria que pesquisar para ver qual das máquinas (Yashica ou Minolta) poderia produzir aquela foto, com os parâmetros indicados. Talvez um jeito de matar a dúvida e corrigir, quem sabe, uma imprecisão, já que cada foto foi tirada com uma máquina diferente.

Luiz Lamarao disse...

Outra possibilidade a ser considerada, pelos registros possuírem o mesmo dia e horário, seria as equipes que estavam na Baia do sol e no rio Guajará terem visto e registrado o mesmo objeto que poderia ter se deslocado rapidamente entre os dois locais sem diferença significativa nos horários.

Enigma Luz disse...

Luiz, quando analisei o ROV, me pareceu que geograficamente não dava para ser o mesmo objeto, muito distantes. Vou me debruçar nesse hipótese.

Luiz Lamarao disse...

Hélio, analisando mais atentamente o ROV62 há de se considerar seriamente a possibilidade de Flávio e Pinon estarem a bordo de uma aeronave. Embora não haja nada de forma direta no RSC, no relatório extra 03 ou no proprio ROV, há dois indicativos neste último. A diferença de 5000m entre dois momentos de observacao e PRINCIPALMENTE, a maior deixa: uma citação na Nota: "A mudança de rota deu-se após a tentativa de maior aproximação dos observadores (interceptação)."

Enigma Luz disse...

Luiz, concordo que a frase é ambígua, mas no RSC é dito "distância (mais perto do ponto de observação) 3.000 m" e no Extra 3 "Em companhia de amigos, deslocamos até Mosqueiro-Baia do Sol, onde observamos...". Talvez, a interceptação seja de carro, pela estrada até seu fim. Se estavam no ponto de observação em frente a Igreja do Divino Espírito Santo, faria sentido, tem uma boa distância de estrada e o ângulo para se ver a trajetória seria mais apropriado pela trajetória sugerida. Estou anexando uma mapa com as posições e rotas dos ROV 62 e 63 no artigo OPERAÇÃO PRATO - MAPAS, foi elaborado pelas informações dos docs.

Luiz Lamarao disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz Lamarao disse...

Hélio, entendo sua colocação, mas não podemos descartar o uso da aeronave. Entendo que os registros no RSC e no extra 03 não excluem essa possibilidade. O uso da aeronave não foi, pelo que me lembro, mencionado em nenhum momento em qualquer relatório e provavelmente ele deve ter sido utilizado até para justificar a presença de Pinon. Há também uma entrevista de Pinon que pode ser lida no site ufovia que vou transcrever uma das perguntas do Peret: "Você trabalhava com os integrantes da OP no seu avião? Como se dava isso? R: Não. Foram poucas vezes que usamos o meu avião. Uma vez sai com o Hollanda. Em meu avião saia esporadicamente com eles, para a gente verificar algum determinado local.".... Outro ponto é que no ROV há uma clara indicação de que o objeto que tinha velocidade superior a 300km/h mudou o seu curso por conta da aproximação dos observadores e convenhamos que um carro numa estrada as 23:50h distante 3km de um objeto a uma altitude de 2000m talvez sequer fosse notado, diferentemente de um avião em aproximação. São conjecturas...
Talvez se conseguíssemos os registros, se é que existem, do aeroclube "Julio Cesar" em Belém, provável local de saída da aeronave do Pinon, pudéssemos decifrar essa questão. Obs: vi seu mapa. para mim não fez sentido com o que está no relatório, se for um ponto fixo de observacao, de que a mudança de rota do objeto ocorreu no momento de maior aproximação...

Enigma Luz disse...

Luiz, tenho que refletir melhor. Vejo alguns detalhes aí. No Extra 3 as observações vão até 03h20m pelo menos. Eles teriam voando todo esse tempo? Quando Flávio diz amigos, creio ser as constantes acompanhantes sua esposa e Célia Montenegro, levariam as mulheres numa situação dessas? De fato ir de carro atrás é complicado, mas dos pontos de observação que sabemos, a distância até a ponta da BS é +- 1 km, e por ângulo, de fato eles poderiam acompanhar melhor a guinada para Umbituba. O que pega sem dúvida é a expressão "interceptação". Vou amadurecer melhor. Quanto ao mapa, no RSC eles dizem que "...ao chegar sobre a Ilha de Colares, efetuou acentuada curva a direita...". Utilizando os registros de local, direção e rota dos ROV 62 e 63 e do RSC, os CLs aproximadamente estavam naquelas posições e direções colocadas no mapa, disso não tenho dúvida, mesmo que estivessem em voo. Seria de grande ajuda se houvesse registro do tempo de observação.

Luiz Lamarao disse...

Blz! Agora me encontrei no mapa! Não tenho certeza se a Sra Freitas e Celia estavam presentes pois, se assim fosse, teriam seus nomes lançados como no ROV64.
Não podemos esquecer o que iniciou nossa troca de ideias! A possibilidade dos ROV 62 e 63 estarem registrando observações de um mesmo objeto! Temos em comum a mesma cor, formato e velocidade. Pelo seu mapa vi que a distancia entre os locais poderia ser vencida em torno de 5 min por um objeto que se deslocasse a 400km/h e talvez não fizesse diferença nos registros.

Luiz Lamarao disse...

Olá Hélio. Gostaria de dar duas pequenas contribuições para o seu ótimo livro "Corpos Luminosos". São apenas duas observações de caráter informativo.
1- Na pagina 10, vc menciona que não conseguiu associação com o RSC de apenas um registro do ROV. Na verdade seriam dois. O registro 12 e o 122.
2- Quanto ao padre Alfredo de La Ó, ele não era mexicano naturalizado. Ele era americano, nascido em El Paso, Texas. Também, diferentemente do informado nos relatórios de que teria 48 anos, na verdade, em 77, ele estava com 45 anos. Fiz um levantamento que comprova essas informações que posso.repassar caso seja de.seu intetesse. Além disso, ele não morreu em 1978, pelo menos até 08/12/78 como vc deve ter observado no livro do Agildo na pagina 70.

Enigma Luz disse...

Luiz, fico agradecido com qualquer contribuição, é muito material, cheio de detalhes. Conto com os amigos para uma boa revisão entre edições. O amigo Raphael Christo tem me ajudado. Conto com você.
Quanto ao 122. O ROV quando comparado com o RSC ou relatórios, costuma trazer algumas imprecisões. Tendo isso em mente, quando cruzei o RSC com o ROV, considerei que a data do registro 122, 07/08/78 às 22h00min, foi erroneamente registrada, sendo a data correta 07/10/78 às 22h00min e devidamente registrada no RSC.
Comparativo:
Dias, horários, rumos, tamanhos aparentes e altitudes iguais.
Descrições semelhantes:
RSC: “cor amarela com um pequeno ponto avermelhado na parte superior”; “deslocava-se soltando faíscas de cor avermelhada”
ROV: “Amarela, com semi-círculo avermelhado”; “Libertava partículas luminosas em forma de cauda (faíscas) ”
Nas distâncias temos diferenças (500m contra 2000m), que pode refletir a questão maior/menor distância registrada nos apontamentos antes da datilografia. Temos outros casos assim.
Também se levarmos em conta a importância dada as observações militares, essa de 07/10 do RSC, feita por um sargento da aeronáutica, entraria no ROV.
Talvez, apesar de no livro ter dito “com descrições entre idênticas e muito semelhantes” em uma nova edição caiba uma nota técnica sobre essa e outras inconsistências. O fato é que em alguns casos os documentos não são exatos uns com os outros e contêm erros, ou no mínimo dúvidas. Vide o registro 74, quando comparado com RSC (local). O que você acha de uma nota técnica?

Sobre o padre, deixa eu chegar em casa para ver minhas notações. Estou no trabalho hoje e vou até tarde da noite.

Luiz Lamarao disse...

Helio, vc tem razão em relação ao ROV122! Esse passou despercebido. Já atualizei meus registros. Os que eu tinha registrado que apresentam divergências entre os demais relatórios eram:
ROV 60: cor/altitude; 69:altitude; 72: tamanho aparente; 74:local; 81:distancia; 82: tamanho aparente; 85: distancia; 91: distancia; 94: data correta 26/3/78; 115a119: altitude. Acho q uma nota tecnica ou mesmo um capitulo especifico para tratar essas divergencias (ha outras especialmente nos relatos civis) enriqueceria o conteúdo do livro.