Enigmas da Ciência
Tudo ao nosso redor — inclusive nós — é feito quase inteiramente de espaço vazio.
Mas essa descoberta levou mais de dois mil anos para acontecer.
No mundo antigo, o filósofo grego Demócrito (460 a.C. – 371 a.C.) criou o conceito de que toda a matéria era composta por partículas tão pequenas que não podiam mais ser divididas. Eram invisíveis, indivisíveis, imutáveis e indestrutíveis. Demócrito imaginou átomos navegando pelo vazio, com formas variadas que se encaixam — ou não — e assim formam tudo o que existe...
Boa leitura!
Quase um século depois, em 1897, o físico britânico J. J. Thomson descobriu que no átomo existiam partículas negativas — os elétrons. Isso mostrou que o átomo continha partículas menores do que ele próprio e, portanto, poderia ser divisível.
A partir dessa descoberta, Thomson teorizou que o átomo seria uma esfera de carga positiva, não maciça, incrustada de partículas negativas. Esse modelo ficou conhecido como “pudim de passas”.
Até aqui, os átomos ainda eram imaginados como pequenos objetos sólidos viajando pelo vazio.
Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford realizou experimentos nos laboratórios da Universidade de Manchester, no Reino Unido. Ele descobriu que o átomo é, na verdade, descontínuo.
O núcleo é minúsculo, denso e possui carga positiva, sendo constituído pelos chamados prótons. Os elétrons, por sua vez, movimentam-se em uma grande região ao redor desse núcleo.
O modelo planetário de Rutherford mostrou algo surpreendente: o átomo é formado principalmente por vazio.
O vazio ocupa mais de 99,9% do volume da estrutura atômica.
Surpreendente.
Outros modelos atômicos surgiram após Rutherford, e o átomo acabou se transformando em algo muito mais interessante do que até aqui relatado.
O caminho percorrido até agora nos leva a um universo de imensos vazios.
Mas como definir o vazio?
É o nada?
E o que é o nada?
Nada é tão simples quanto parece.
Comente o que você acha.
Vamos continuar essa saga científica em outra publicação. Aguardem.
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