13 março 2018

OPERAÇÃO PRATO

Operação Prato é o codinome de uma operação militar realizada pelo 1° Comando Aéreo Regional – I COMAR, órgão da Força Aérea Brasileira sediado em Belém, capital do Pará, para investigar o aparecimento e movimentação dos chamados objetos voadores não identificados – OVNIs, em áreas dos municípios de Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá. Esses objetos receberam nos registros militares a alcunha de corpos luminosos e estavam associados a estranhos fenômenos relatados por moradores e autoridades, amplamente noticiados pela imprensa, que reportavam ataques a população pelos objetos através do uso de raios luminosos que supostamente causavam na vítima queimadura, perda de sangue, marcas de agulhas e até a morte, além de uma série de sintomas clínicos como paralisia e tremores.(1) O fenômeno ficou conhecido pelo nome de chupa-chupa.(2) Entre os meses de outubro e dezembro de 1977 foram realizadas duas missões pelos agentes de inteligência do serviço de informações e por uma equipe médica militar do I COMAR.(3) A operação teria sido encerrada oficialmente no final de dezembro de 1977, mas documentos oficiais indicam que outras missões com objetivo específico relacionadas a investigação de OVNIs foram realizadas durante o ano de 1978.(4)

NOTA SOBRE A WIKIPÉDIA

O texto base desse artigo foi escrito e desenvolvido ente 2014 e 2018 por Hélio Aniceto para o verbete Operação Prato na Wikipédia. Nesse período também produziu e carregou diversas imagens na Commons para uso no verbete. Infelizmente, decisões equivocadas de usuários da Commons com poder para tal, eliminaram quase todo o acervo de Hélio naquele repositório, construído ao longo dos anos, incluídas nesse ataque quase todas as imagens usadas no verbete. Chegaram a propor eliminar foto do glaciar Spegazzini, Patagônia, de meu arquivo pessoal e que entreguei ao público gratuitamente, como se estivesse cometendo plágio. Em relação a imagens do verbete Operação Prato, eliminaram gráficos que produzi para meu livro e para o site operacaoprato.com, totalmente originais e de minha criação, além de eliminarem composições com imagens de documentos da FAB, liberados para domínio público pela própria Aeronáutica. Eliminaram também três mapas, dois dos quais estão reproduzidos aqui.
Apesar de na Wikipédia não ter ocorrido casos de vandalismo duradouros ou inserções de outros textos no artigo, não poderia correr o risco de ver um trabalho tão custoso ser degradado, num hipotético ataque contra o qual nada poderia fazer. Então, repatriei o texto para o orbitador.com.br, onde é sua casa. De minha parte, deixo o texto na Wikipédia a partir de hoje sem novas edições, contando que outros usuários façam sua manutenção ou melhorias. Daqui por diante, revisarei apenas esse artigo no orbitador. Como última colaboração, recriei três imagens na Commons, que foram novamente inseridas no artigo da Wikipédia, para que junto com as fotos que não haviam sido eliminadas, o verbete não ficasse demasiadamente desfigurado em relação ao que já havia sido.
O artigo abaixo já contempla textos inéditos, em especial uma reformulação geral no tópico Antecedentes/Baixada Maranhense.

INTRODUÇÃO

A Operação Prato surgiu dentro de um contexto mais amplo, onde uma grande onda de observações de OVNIs estava sendo relatada desde a Baixada Maranhense até a divisa com o estado do Pará, na região do Rio Gurupi e a cidade paraense de Viseu. A onda percorreu o litoral do Pará, chegando em outubro a Baia do Marajó e a capital Belém. Durante o deslocamento do fenômeno OVNI, houve ampla cobertura da imprensa, do rádio e da televisão, que divulgaram histórias de encontros traumáticos desses objetos com habitantes de vilas e povoados, que causaram enorme terror entre as populações locais. O epicentro da onda ufológica está relacionado a um estranho incidente com alguns pescadores em fins de abril de 1977, na Ilha dos Caranguejos no Maranhão, com uma vítima fatal e outro gravemente ferido.(5) Essa onda surgida no Maranhão, também foi acompanhada por outro serviço militar de informações subordinado ao 4.º Distrito Naval da Marinha do Brasil, que produziu informes de inteligência sem que tenha sido montada uma operação militar específica de investigação do fenômeno.(6) Também se envolveram nas investigações o extinto Serviço Nacional de Informações – SNI(7) e o Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica – CISA.(8)

Documentos oficiais,(9) jornais da época e documentos militares vazados são os principais registros do período. O acervo oficial é composto por documentos liberados pela FAB e documentos do SNI liberados pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, todos sob guarda do Arquivo Nacional em Brasília. Os documentos e imagens vazados não chancelados oficialmente estão uma parte sob guarda da Revista UFO (relatórios, desenhos, croquis), outra pelo site Burn (fotos e fotogramas) e outra pelo site operacaoprato.com (relatório médico, informes da Marinha). Existem outras fontes de apoio à análise da documentação disponível, principalmente entrevistas dadas por militares envolvidos diretamente no trabalho de campo e civis envolvidos nos eventos relatados, publicadas em livros ou periódicos.

No geral, a comunidade ufológica nacional acredita que os fenômenos investigados pela Operação Prato foram de origem extraterrestre e os queimados e vampirizados vítimas de experiências de seres alienígenas.(10)(11)(12) Essa hipótese está amparada principalmente nas declarações de personagens importantes, como o chefe da Operação Prato e a médica da unidade de atendimento de Colares. Outros militares participantes da operação manifestaram opiniões diferentes, além de alguns personagens civis. Um número restrito de ufólogos e pesquisadores da comunidade ufológica defendem alternativas não extraterrestres. O fenômeno chupa-chupa estaria ligado a comportamentos sociais e a psique humanas e os fenômenos aéreos originados de uma operação aérea estrangeira ou de natureza terrestre ainda não esclarecida.(13)(14)(15)

Objetivo
Investigar o aparecimento e movimentação dos chamados Objetos Voadores Não Identificados – OVNI em alguns municípios do Pará.
Primeira Missão
20 de outubro a 11 de novembro de 1977
Segunda
Missão
25 de novembro a 5 de dezembro de 1977
Locais
Baia do Marajó, Baia do Sol, Rio Bituba, Ilha de Colares e municípios de Santo Antônio do Tauá, Vigia, Colares, Ananindeua, Castanhal e Belém (Ilha do Mosqueiro).
Unidade Militar
I COMAR (Comando Aéreo Regional)/Força Aérea Brasileira.
Principais Militares Envolvidos (patentes da época):
I COMAR: brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira; 1º tenente médico Dr. Pedro Ernesto Póvoa; I COMAR - 2ª Seção: coronel Camillo Ferraz de Barros, capitão Uyrangê Hollanda, sargento Flávio Costa [[Serviço Nacional de Informações|SNI]]: Chefia Agência Belém, coronel Filemon.
Principais Civis Envolvidos:
Ubiratan Pinon Frias, Dra. Wellaide Cescim, padre Alfredo de La Ó, Dr. Orlando Zoghbi, Aurora Nascimento Fernandes.

ANTECEDENTES

Ilha dos Caranguejos

A Ilha dos Caranguejos está localizada na baía de São Marcos, Maranhão, próxima à capital São Luís. É desabitada e sujeita a inundações pelas marés.  No dia 25 de abril de 1977, quatro homens se dirigiram a Ilha dos Caranguejos de barco, para a coleta de madeira. Após a coleta, por força das marés, precisariam esperar até a meia-noite para que a maré subisse novamente e o barco conseguisse navegar. Por volta das 20h foram dormir. Um deles, Apolinário, acordou às 5h e logo foi acudir Auleriano e Firmino, ambos reclamando de dor. Apresentavam queimaduras de segundo grau. O quarto homem, José, deitado na rede, estava morto. Apolinário levou-os para o continente. A polícia maranhense investigou o caso e nunca chegou a uma conclusão. Os três sobreviventes nunca lembraram dos acontecimentos daquela madrugada, mesmo após hipnose regressiva pelo doutor Sílvio Lago (médico, parapsicólogo, compositor, conferencista. Faleceu no ano de 1998). A única referência do causador da tragédia foi atribuída a um dos sobreviventes que teria dito a um dos médicos do hospital no qual foi atendido que "viu um fogo", desmaiando em seguida.(16) O Instituto Médico Legal do Maranhão determinou a morte de José por hipertensão arterial, gerando um acidente vascular cerebral, devido a choque emocional. Os ferimentos de Firmino e Auleriano foram comprovados em corpo de delito.(17) A imprensa maranhense rapidamente noticiou a tragédia. O Jornal Pequeno em 29 de abril de 1977 noticiou: Misterioso Acontecimento na Ilha dos Caranguejos. O Estado do Maranhão no dia 1° de maio: Sobreviventes do mistério da ilha dos Caranguejos estão incomunicáveis. O mesmo jornal em dias posteriores continuou a dar cobertura ao caso.(18) O jornal O Liberal de Belém, em 14 de julho de 1977 publicou a reportagem Luz dos mistérios volta aos céus do Maranhão, associando o caso às estranhas luzes voadoras não identificadas sobre municípios do Maranhão. Registrou também que os noticiários de televisão da capital São Luís divulgavam as ocorrências das estranhas luzes em Cajapió. E mais, conta uma história detalhada sobre o que ocorreu no barco, sobre uma luz brilhante que invadiu o porão da embarcação, vinda de um ''objeto volumoso e pesado", contrastando com os depoimentos conhecidos dos sobreviventes de que nada lembram dos acontecimentos daquela noite. Duas hipóteses surgiram na época para explicar o caso: algum tipo de descarga elétrica de fenômeno atmosférico, como um raio, defendido por médicos e policiais ou a ação mortal das luzes voadoras, os famosos discos voadores. 

A Baixada Maranhense


Reportagens do jornal O Estado do Maranhão no mês de julho de 1977

O jornal O Estado do Maranhão noticiou vários supostos encontros com estranhas luzes voadoras relatados pela população da Baixada Maranhense, microrregião com vinte e um municípios, geograficamente próxima à ilha dos Caranguejos. A primeira reportagem da tabela acima, publicada em 15 de julho de 1977, foi baseada em algumas entrevistas realizadas na sede do próprio jornal em São Luís, com moradores das cidades de Pinheiro, Cajapió e São Bento. Nela se fala em “Bola de Fogo” e “Luz do Diabo”. Abaixo um extrato dessas entrevistas:
  • Vicente Gomes, lavrador, andava a cavalo quando viu uma luz em formato de pipa. Desmaiou. 
  • Maria Vitória Sousa diz que ela mesma nunca viu a luz, mas falou de pessoas que viram. 
  • Faustino Pereira, lavrador, foi perseguido pela luz, chegando a perder os sentidos. Acredita que foi uma cavalacanga, uma lenda sobre uma cabeça que sai do corpo e vaga em forma de bola de fogo. 
  • Otacílio Boaventura de Brito, nunca viu o objeto, mas acha que a luz é a volta de Jesus. 
  • Maria Pacheco Borges, viu a luz que baixou no vilarejo de Itapecuru, acha que é disco voador e querem colher sangue humano. 
Conta que notícias do município de Bequimão falavam de lavradores que estavam sendo mortos todos os dias e com uma nota de 500 cruzeiros do lado. Também que o sr. Raimundo Correa foi perseguido e queimado por uma tocha misteriosa. Nessa reportagem estão os principais signos da fenomenologia da Operação Prato e questões clássicas associadas ao núcleo da lenda chupa-chupa: OVNIs, raios, jatos e queimaduras, mortos, vampirismo, fraqueza e tonteio. Traz também um componente bacana que é a ligação bem clara, explicita, com o caso da Ilha dos Caranguejos.

No dia 17 de julho uma pequena matéria, sobre um OVNI que estonteava as vítimas com um jato de luz para retirar sangue.

A reportagem do dia 20 de julho trouxe notícias sobre a filmagem de um objeto no céu da cidade de Pinheiro que “tem forma estranha assemelhada a um Y e emite uma chama na parte inferior.”. A reportagem ainda comenta dos rumores de que tal objeto ao se aproximar da terra emitiria um “jato luminoso de grande calor que queima a pele das pessoas.”.

O Estado do Maranhão decidiu enviar uma equipe investigativa aos locais com maior número de relatos de OVNIs e ataques (Pinheiro e São Bento). A capa do jornal de 31 de julho anunciou: “BAIXADA: OBJETOS VOADORES SÃO MESMO UMA VERDADE”. A chamada de capa dizia: “descrevem o panorama de misticismo cósmico em que vive o povo daquela região. E afirmam: O ‘Estranho Objeto Luminoso existe realmente’, e move-se inteligentemente no espaço.”. Apesar dessa afirmação a equipe não avistou, fotografou ou filmou OVNIs durante as três noites que por lá passaram.

Em Pinheiro formaram três equipes em três carros posicionados estrategicamente durante a noite na periferia da cidade, mas nada conseguiram. Dizem que uma euforia surgiu entre a população entre 18h e 19h quando apareceu uma luz no céu, mas ficou provado ser um helicóptero. Contam que a população já tratava o fenômeno com gozação por causa das mais variadas e espalhafatosas histórias. Uma declaração interessante do jornalista que darei destaque:
“Continuamos nossa pesquisa acurada naquela cidade e o que restou foi já, naquele começo de busca, a consciência da real existência do objeto, embora não como se estava especulando nos jornais da capital, aludindo-se a tripulantes, queimaduras, formas metálicas e outros adornos imaginativos-jornalísticos, ou popular. ” .
Em São Bento, a cidade mais visitada pela “Bola de Fogo”, escreveram que 100% das pessoas já haviam observado o fenômeno e que se habituaram a tal ponto com a presença e a “não nocividade do ‘Aparelho’ que virou ponto de honra turístico da região”. Sobre os boatos de pessoas queimadas:
“De acordo com todas as declarações, ficou mais do [que] provado que a luz não queima. Em torno disso o [inelegível] é muita especulação, como esta: um morador de São [Vicente] de Ferrer chegou no hospital de S. Bento queimado no [inelegível] nos braços e no rosto. A cidade toda dizia ser [inelegível] declarante, que ele já sofria de uma doença estranha [inelegível] desde muito tempo. Depois de assíduas interrogações [inelegível] comprovado: a propensa vítima tinha pedido auxílio [inelegível] prefeitura daquela cidade para tratar-se de sua doença [inelegível] determinado administrador daquele órgão sugeriu que ele [inelegível] contasse estória aos repórter(sic) de São Luís que ali se encontravam, que eles o levariam imediatamente para tratar-se na capital.”.
No município de Pinheiro uma viatura policial foi perseguida por um OVNI que emitiu sinais luminosos, interpretados como uma tentativa de comunicação. No município de São Vicente Ferrer, o delegado teria sacado um revólver para atirar num OVNI sobre sua residência, mas a forte luz emitida o impediu.

Na capital federal, o Jornal de Brasília, no dia 30 de julho de 1977, trazia informações dando conta da extensa área no Maranhão onde haviam sido observadas luzes no céu. O líder do Governo na Assembleia Legislativa, conta que ele e mais cem pessoas teriam visto um ponto de luz irradiando focos de luz no Porto de Itaúna e que os "lavradores temem também ser vítimas da luz que queima e adoece a quem ela atinge". O deputado estadual alertou não haver registro de queimaduras. A notícia finalizou com uma estimativa grandiosa do Coordenador de Segurança do Estado: 50% da população da Baixada Maranhense já teria visto o "estranho objeto".


Medo e pavor em Viseu

O município de Viseu no Pará, localiza-se às margens do Rio Gurupi, fronteira natural entre os estados do Pará e Maranhão. A imprensa também registra nesse município o aparecimento de luzes no céu e supostos ataques com raios à população, além da presença de uma entidade capaz de sugar sangue de suas vítimas. O período temporal das notícias no Pará coincide com o das publicadas no Maranhão. Em 10 de julho de 1977, várias histórias foram publicadas sobre a "lanterna com luz forte" que rondava os arredores de Viseu, como Curupati, Urumajó e Itaçu; por exemplo, a de dois moradores mortos após serem chupados por uma luz voadora, mas o delegado e um deputado esclareciam que ninguém sabia informar a identidade das vítimas. No dia 11 de julho de 1977, uma extensa matéria é publicada com diversas histórias. Na Vila do Piriá, a 14 km de Viseu, "a luz do Diabo" causou uma doença num morador, acabando com sua vitalidade. Informava que dezenas de caboclos do lugar haviam vivido aventuras com a luz voadora. Na Vila do Itaçu, 15 km de Viseu, ninguém havia visto a luz, mas todos acreditavam. Em Viseu, um menino de nove anos teria sido envolvido por uma luz amarela que depois subiu ao céu em velocidade vertiginosa, tendo ficado acamado por três dias com tremores e febre. Dois pescadores teriam visto um "tamborão" luminoso e voador se aproximar da canoa onde estavam. Um caçador teria sido atingido pela luz em seu braço, dizendo que ela parecia furar sua carne e osso "e sentiu que toda a sua vitalidade estava sendo sugada".

OS FENÔMENOS NA BAÍA DO MARAJÓ

Entre o município de Viseu e a Baía do Marajó temos uma extensa faixa de litoral, pelo qual as luzes voadoras foram deixando rastros. Antes de chegar à Baía, há registros de observações e ataques de raios de luz em vários municípios, como Quatipuru e Maracanã, situados no Pará.(20)
Em 20 de outubro de 1977, uma reportagem do jornal A Província do Pará de título As evoluções dos objetos nos céus da Vigia, dizia que a população do município de Vigia, 99 km de Belém, presenciou às 18h45min de 18 de outubro o ostensivo surgimento de objetos cruzando o céu, causadores, aparentemente, de um apagão de energia elétrica. O prefeito declarou ter ouvido rumores nas ruas "dando conta que um objeto estranho cruzava os céus em espantosa velocidade e lançando uma luz amarela. Como já tivesse ouvido falar na aparição desses objetos, correu até a janela de sua casa, divisando então a olho nu quando um subia da Ilha de Tapará, que fica localizada por trás da cidade, sem ruídos e sem deixar rastros tomava rumo do povoado de Santo Antônio de Ubintuba". Essa reportagem e mais outra sobre o desespero reinante no povoado de Santo Antônio do Ubintuba (Ubintuba pode ser abandonada), acrescida da manifestação do prefeito claramente a favor da ajuda militar, coloca em cena o Primeiro Comando Aéreo Regional, o I COMAR, órgão da Força Aérea Brasileira, sediado em Belém


REGISTROS MILITARES

O acervo documental da Operação Prato é composto por documentos oficiais liberados pela Força Aérea Brasileira - FAB,(21) documentos do Serviço Nacional de Informações - SNI liberados pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República - GSI,(22) todos sob guarda do Arquivo Nacional e centenas de páginas de documentos, como relatórios e imagens fotográficas, vazadas ao público principalmente nas décadas de 80 e 90 do século passado e mais recentemente em 2017. O primeiro documento vazado foi publicado pela revista UFO Documento em setembro de 1991. Essas páginas hoje são identificadas como o relatório da Primeira Missão, realizada entre 20 de outubro a 11 de novembro de 1977. A FAB abriu uma investigação, chegando a atribuir ao sargento Flávio Costa, um agente de informações do I COMAR, que participou ativamente da operação e que estava na reserva desde 1984, a responsabilidade pelo vazamento.(23) Outra grande quantidade de documentos, entre relatórios, croquis e desenhos foram vazados nos anos seguintes por Ademar José Gevaerd, chairman da Revista UFO.(24) Em 2017 o site BURN publicou uma coleção de fotografias e fotogramas de filmes Super-8 feitos pelos militares e pela imprensa paraense e o site operacaoprato.com divulgou outros documentos inéditos como o relatório médico militar da Operação Prato e documentos do 4.º Distrito Naval da Marinha.(25)(26) Em 2004, uma campanha pela liberação de informações sobre objetos voadores não identificados recolheu milhares de assinaturas, capitaneada pela Comissão Brasileira de Ufólogos – CBU.(27)  No dia 5 de maio de 2008, foi encaminhado ao Ministério da Defesa ofício do Subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, recomendando providências para acesso público à documentação referente a OVNIs, conforme solicitação da CBU, que fosse passível de desclassificação de seu grau de sigilo ou material não sigiloso ou que tivesse sido vencido seu prazo de sigilo, e posterior envio ao Arquivo Nacional.(28) Em 23 de abril de 2009, o Centro de Documentação da Aeronáutica - CENDOC, enviou ao Arquivo Nacional no Distrito Federal os primeiros documentos sobre a operação militar no Pará, onde são de domínio público(28a). Os documentos recebidos pelo Arquivo Nacional são organizados em fundos, um deles passou a ser o Fundo BR DFANBSB ARX – objeto voador não identificado (ovni). Ele está associado ao órgão FAB-CENDOC. Ainda em 2009, o GSI, liberou dezenas de páginas de documentos do antigo SNI sobre a operação no Pará. Entre eles um informe da Agência de Belém para a Agência Central do SNI em Brasília sobre a Operação Prato. Uma observação importante: os arquivos GSI/SNI não estão na base de dados do Sistema de Informações do Arquivo Nacional – SIAN, portanto, não podem ser acessados eletronicamente como os demais documentos. Eles não pertencem ao fundo OVNI/FAB-CENDOC. Eles são atrelados ao SNI e a ditadura, que é um outro fundo ainda não disponível no SIAN. No entanto, os arquivos do GSI/SNI podem ser acessados no site de Fernando Rodrigues no UOL.(29) O lote GSI/SNI continha várias páginas iguais ou semelhantes àquelas existentes nos relatórios vazados, confirmando a autenticidade de muitas delas. O principal documento liberado pelas autoridades chama-se Registros de Observações de OVNI, uma coletânea de 130 registros, emitido pelo I COMAR e enviado ao Estado Maior da Aeronáutica em fevereiro de 1979. Um cruzamento desses registros oficiais com existentes em documento vazado, denominado Resumo Sintético Cronológico, onde estão relacionadas 284 observações militares e relatos de civis, permite obter 99,2% de comparações positivas entre os documentos nas datas e horários, com descrições entre idênticas e muito semelhantes, com apenas um registro em cento e trinta sem seu par correspondente. Outro cruzamento, desta vez de um subconjunto de 122 observações militares de 1977 do vazado Resumo Sintético Cronológico com seus pares registrados nos relatórios de missão vazados, obtêm-se uma correspondência 94,2% de comparações positivas.(30) Em outubro de 2007, o filho do sargento Flávio Costa, Fernando, declarou que foi responsável pela manipulação e ampliação de pontos luminosos em filmes fotográficos da operação de modo a parecerem discos voadores, durante o processo de revelação no laboratório fotográfico improvisado na residência de seu pai, na Vila Militar.(31)

Estrutura Documental da Operação Prato
imagem elaborada por Hélio Aniceto para uso em artigo no site
operacaoprato.com/documentos oficiais.

Conjunto de observações e relatos

A coletânea dos registros de observações realizadas pelos agentes da 2ª Seção, pelos informantes civis e informantes militares registrados nos documentos Resumo Sintético Cronológico (vazado) e o Registros de Observações de OVNI (oficial), incluem, além do período clássico da Operação Prato, período posterior de monitoramento do I COMAR, finalizado em novembro de 1978. O primeiro é o conjunto total de observações, incluindo satélites artificiais. O segundo, um extrato particular dos objetos observados, considerados relevantes e não identificados.

Tabela de Registros
Documento Total de Registros Reg em 77 Reg em 78
Sintético Cronológico 284 195 89
Observações de OVNI 130 82 48


Gráfico de relatos e observações
Documento vazado Resumo Sintético-Cronológico - 1977
*publicado originalmente em www.orbitador.com.br/2014/08/observacoes-e-relatos-1977-operacao.html

Imagem de gráfico elaborado no programa excel com dados compilados do documento vazado ''Resumo Sintético-Cronológico'' do I COMAR com relatos e observações registrados no ano de 1977. As esferas azuis indicam as observações militares. Essa observações são aquelas onde pelo menos um membro de equipe da seção de informações da Aeronáutica esteve presente, independente se acompanhado de civis ou não. Os quadrados laranjas vazios, indicam as observações relatadas por civis aos agentes da aeronáutica. Os triângulos são um extrato particular das observações militares: são aquelas oriundas dos relatórios extras do sargento Flávio Costa, um conjunto de relatórios elaborados após vigílias particulares na Baia do Sol. As marcações "X" são observações militares de Hollanda e civis na Baia do Sol. Os quadrados brancos vazios são as observações militares dos agentes no Rio Içui-Guajará. Elaboração e pesquisa por Hélio Aniceto, para o livro Corpos Luminosos.

REGIÃO

Região atingida no Pará concentrou-se numa faixa de cerca de 260 quilômetros do litoral nordeste paraense banhado pelo Oceano Atlântico. No extremo leste o Rio Gurupi, divisa natural com o Maranhão e a oeste da Baía do Marajó. A região coberta pela operação prato incluiu as seguintes localidades geográficas: Baía do Marajó, Baía do Sol, Rio Bituba, Ilha de Colares e municípios de Santo Antônio do Tauá, Vigia, Colares, Ananindeua, Castanhal e Belém (Ilha do Mosqueiro).

PRIMEIRA MISSÃO MILITAR

Período: 20 de outubro a 11 de novembro de 1977.

No dia 20 de outubro de 1977, uma equipe da seção de informações do I COMAR, conhecida como 2ª Seção ou A2,(32) composta de três agentes, saiu de Belém em direção ao município de Santo Antônio do Tauá, distante cerca de 60 km da capital. Nos primeiros dias realizaram várias entrevistas com habitantes dos municípios de Tauá, Colares e de povoados do município de Vigia, como Santo Antônio do Ubintuba, Vila Nova do Ubintuba e Paraíso do Ubintuba. Realizam também as primeiras observações de objetos voadores, alguns identificados, outros não. Nos dias 26 e 27 de outubro de 1977 se deslocaram para a região o chefe da 2ª Seção, o então coronel Camillo Ferraz de Barros e uma equipe médica militar.(33) Dois outros importantes personagens militares participaram dessa missão, o sargento Flávio Costa e, à época capitão, Uyrangê Hollanda, ambos lotados na 2ª Seção.(34) A base de operações se estabeleceu em Colares dia 29 de outubro e Hollanda assumiu a chefia da operação no dia 1° de novembro. O sargento Flávio Costa registrou em relatório específico uma descrição de como os cidadãos de Colares estavam percebendo os fenômenos e como estavam sendo afetados. Conta dos ataques com foco de luz, a "histeria coletiva" em que se encontrava a população e testemunha as constantes procissões de moradores soltando fogos e tiros para afugentar as luzes. Em resumo, a sociedade local estava apavorada. Também deixou claro o papel negativo e irresponsável da imprensa na criação do chupa-chupa: "do monstro criado pela imprensa". Segundo o relatório a região "(...) tem por habitantes pessoas de índice cultural, socio-econômico e sanitário dos mais baixos, aliados a crendices e formação simples, facilmente influenciados pelos modernos meios de comunicação, nem sempre usados por pessoas escrupulosas (...)".(35) No dia 1° de novembro encontramos o maior contingente militar registrado na documentação da Operação Prato: o chefe da 2ª Seção, o chefe da operação, uma equipe de três sargentos da 2ª Seção e quatro tripulantes de um helicóptero Bell H-1H Huey. Ao todo nove militares.(36)

Observações militares significativas

Documento do I COMAR Registros de Observações de OVNI
Composição de páginas

Abaixo, registros de casos lançados no documento resumo do I COMAR, enviado ao Estado Maior da Aeronáutica em 1979, chamado Registro de Observações de OVNI (documento oficial FAB) e complementados pelo documento vazado Resumo-Sintético Cronológico. São observadores militares da Equipe A2/I COMAR em vigíla na cidade de Colares.(37)(38)

Registro 16. Observação de 1° de novembro de 1977 19:00:

Um corpo luminoso amarelado de forte intensidade vindo da Baía do Sol, inicialmente a 2.000 m de altitude entrou no campo de visão dos militares e da população. Vinha em trajetória descendente ligeiramente curva emitindo lampejos azulados intensos. Possuía um "pequeno semi-circulo avermelhado na parte superior.". Sua velocidade era cerca de 800 km/h, mas na retomada do voo em ascensão acelerou surpreendentemente atingindo velocidade supersônica, curvou levemente no sentido contrário à primeira curva, alterou sua cor para "vermelho rubro" e parou de emitir os lampejos azulados. 

Registro 27. Observação de 6 de novembro de 1977 05:25:

Outra passagem de corpo luminoso amarelo avermelhado, vindo da Baía do Marajó pela direção nor-noroeste, começou a ganhar grande velocidade. O objeto procedeu a uma curva em ascensão a esquerda, quando a distância estimada de 800 m, fez outra curva agora para o nordeste, nesse momento foi estimada em 1.500 m sua altitude e velocidade acima de 800 km/h; assumiu uma trajetória reta, desaparecendo rapidamente.

Colares, Campo do Luzío – Local de observação registro 28
Registros de Observações de OVNI – I COMAR. Arquivo pessoal.

Registro 28. Observação de 6 de novembro de 1977 05:20:

Vindo da direção sudoeste, sobre a Baia do Marajó, a 5.000 m de distância um corpo luminoso de cor amarelo avermelhado seguiu uma trajetória reta descendente, emitindo lampejos intermitentes azulados de intenso brilho. Chegou a 500 m de distância e 200 m de altitude. Abruptamente virou para a esquerda na direção sul-sudeste, em ascensão, com recuperação de velocidade, subindo para 3.000 m de altitude e atingindo velocidade supersônica, sem emitir boom sônico ou deslocar o ar, numa rota em direção ao município de Tauá em longa reta.

Ilustração do livro Corpos Luminosos, Capítulo 6, Observações, para os registros 27 e 28
do documento Registros de Observações de OVNI - I COMAR


Depoimentos relevantes

Foram colhidos depoimentos de trinta e nove pessoas nas localidades de Colares, Tauá e Vigia. Abaixo, cinco registros de casos lançados no documento resumo do I COMAR, enviado ao Estado Maior da Aeronáutica em 1979, chamado Registro de Observações de OVNI, complementados por testemunhos lançados nos relatórios operacionais da primeira missão.(39)(40)

Registro 1. Observação de 2 de setembro de 1977, 22:00
Tauá – Sra Amélia, 77, alfabetizada:
"(...) percebeu vindo de sua direita e a frente uma ‘luz’ de cor amarelo-avermelhada, de brilho muito intenso (comparado a um farol de carro). Inicialmente a ‘luz’ deslocava-se cortando a rodovia em diagonal, bruscamente mudou de direção (450), vindo exatamente em sua direção (...) um objeto de vidro, de cor azulada, com uma pequena luz de cor vermelha na parte de cima (...) após parar por alguns instantes, movimentou-se com baixa velocidade (...) altitude era de 30m." 
Registro 3. Observação de 12 de outubro de 1977, 02:00
Tauá – Sr. Manoel, 38, analfabeto:
"(...) percebeu forte luminosidade através do telhado (...) a custo conseguiu levantar-se, apanhou sua espingarda e saiu de casa deparando então com uma luz azulada que pairava a baixa altura (20 m) sobre as árvores próximas; que apontou sua arma para atirar; que nesta ocasião foi atingido por um feixe de luz avermelhada que o paralisou."
Trecho de reportagem do jornal A Província do Pará de 20 de outubro
Declarações do Sr. Manoel:
"(...) objeto estranho parado a cinco metros mais ou menos de mim e, no seu interior, o casal dando gargalhadas como se estivesse fazendo gozação. (...) Ele viu uma espécie de nave espacial, com um casal de tripulantes, sendo a mulher branca e loira e o homem branco, usando chapéu de couro como se fosse de vaqueiro (...)" 
Registro 4. Observação de 13 de outubro de 1977 03:25
Colares – Padre Alfredo de La Ó, 48:
"(...) despertado por latidos (...) Avistou um objeto luminoso que lhe chamou a atenção por emitir forte luminosidade, deslocando-se do mar para a terra (N/S). O objeto desenvolvia grande velocidade (maior do que a habitualmente observada nos aviões à reação), a uma altura aproximada de 20m; em absoluto silêncio, (...) encontrava-se a 75m do ponto mais próximo da trajetória (...) Disse que a parte superior do objeto emitia forte luz avermelhada, e na parte inferior uma luminosidade azulada muito intensa, chegando a clarear toda área onde passou."
  
Colares, Baía do Marajó – Local de observação do registro 4
Registros de Observações de OVNI – I COMAR - Arquivo Pessoal

Registro 7. Observação de 16 de outubro de 1977 05:30
Paraíso do Ubintuba, Vigia – Sr. Raimundo, 48, analfabeto:
"(...) voltava para sua residência (...) sentiu como de perdesse as forças (...) Observou então um objeto iluminado de forma circular (como uma arraia (SIC)), de pequeno porte (1,50m aproximadamente), deslocando-se a baixa altura (5 a 10m sobre o solo) que emitia um foco de luz dirigido (como uma lanterna) de cor azul muito intensa em sua direção; (...) Queixa-se de tremor no corpo, dor de cabeça e entorpecimento na região atingida pelo foco. Não foi observado sintomas de queimaduras."
Registro 8. Observação de 16 de outubro de 1977 18:30
Colares – Dra. Wellaide, 24, médica:

"(...) afirmou ter visto e observado (...) Objeto Luminoso (brilho metálico), fazendo evoluções sobre a parte frontal da cidade (praia do Cajueiro NE, a baixa altura (100m), a distância estimada de 1.500m, sem produzir o mínimo de ruído. Descreveu os objetos assim: Forma cônica-cilíndrica (parte superior mais estreita) tamanho aparente em função da distância 3.00m de comprimento, por 2.00m de diâmetro; Movimentando-se de maneira irregular. (posição vertical em função do seu eixo longitudinal), balanceios laterais acentuados, entretanto vez ou outra efetuava ligeiras paradas e dava uma volta sobre si mesmo."
Sobre o atendimento de habitantes no Posto de Saúde de Colares, disse que:
Afim de preservar a sua reputação ética profissional, deixou de fazer uma comunicação mais completa com referência às pessoas que se dizem atingidas por um 'foco de luz' de procedência desconhecida (quatro casos que atendeu). Disse que; além de Crise Nervosa, seus pacientes apresentavam outros sintomas tais como: paresia (amortecimento parcial do corpo) (...) Seus pacientes referem: cefaleia, astenia, tonturas, tremores generalizados e o que reputa mais importante são as queimaduras de 1º grau, bem como marcas de microperfurações. De acordo com o sexo, os homens sobre o pescoço (jugular) e as mulheres, digo, a mulher no seio (só um caso)."
A médica ao longo dos anos deu várias entrevistas para a mídia escrita e televisiva, ampliando significativamente o escopo de suas declarações de 1977, agregando novas informações e percepções pessoais.(41)(42)(43)


RELATÓRIO MÉDICO MILITAR

Entre os dias 26 e 27 de outubro de 1977, na vigência da primeira missão, uma equipe medica integrada pelo então 1º tenente médico da Aeronáutica Dr. Pedro Ernesto Póvoa e pelo Aspirante-a-oficial médico da Aeronáutica Dr. Augusto Sergio de Almeida realizaram uma missão com o objetivo de "verificar o estado médico-psicológico das populações examinadas na operação (Prato).". A missão produziu o documento Relatório da Missão Médico-Psiquiatra na Operação Prato, que dedicou grande parte de seu conteúdo a descrição do exame de duas possíveis vítimas de ataques das luzes dos chupa-chupa. Esses registros representam os únicos diagnósticos individualizados registrados na operação até o momento. Segundo os médicos, as duas mulheres foram examinadas logo após declararem "(...) ter acabado de sofrer efeitos dos raios vindos do firmamento (...)". Vários dos sintomas apresentados pelas duas mulheres foram atribuídos a reações fisiológicas normais em situações de estresse. O médicos declaram no relatório: "(...) os sintomas referidos por estas 2 pessoas (...) trata-se de uma reação fisiologicamente normal, denominada descarga adrenérgica, que acomete pessoas diante de ocasiões de luta, fuga ou medo. (...) esses sintomas são transmitidos de boca-em-boca, e, de forma epidêmica ‘compartilhado’ por todos os moradores, circulando um clima de histeria coletiva.". A explicação científica para o fenômeno que atingiu a região é dada na conclusão do documento: "(...) o que as pessoas acham que é o resultado da ação de raios luminosos de OVNI, trata-se de reações normais do organismo, causadas por medo do desconhecido.". 

INFORME DO SNI

A Agência do SNI em Belém, enviou documento confidencial de cinco folhas a Agência Central do SNI em Brasília, datado de 9 de novembro de 1977, sobre informações relativas a “Objetos Voadores Não Identificados – OVNI”, divulgando os primeiros dados das investigações que estavam sendo conduzidas pela Segunda Seção do I COMAR. O informe faz uma introdução ao assunto OVNI, ligando rapidamente o fenômeno a eventos relatados em municípios do Pará e num primeiro momento atribuído ao misticismo da população empobrecida das regiões afetadas. Informa que o I COMAR constatou o clima de tensão entre a população de alguns municípios e coletou relatos sobre luzes em voo e focos de luz dirigidos sobre pessoas. O documento continua com outros informes. Que a equipe da 2ª Seção montou posto de vigia para fotografar a luz e registrou objeto a três mil metros de altitude e velocidade de 30.000 km/h. As luzes foram várias vezes fotografadas e delas pouco se concluía, parecendo haver confusão na equipe sobre isso. Conta que o chefe da equipe identificou a foto que mais impressionou a todos como a estrela Dalva (Vênus), levando o próprio a duvidar das demais fotos como sendo de OVNI. Que não havia consenso entre a equipe “sobre o que foi visto”, mas a reserva poderia ser fruto de não se querer “cair no ridículo, perante os colegas”. Informa detalhes dos relatos sobre OVNI e vítimas das luzes, colhidos com a médica do posto de saúde e com o pároco de Colares e o prefeito de Vigia. Acusa a imprensa de fazer exploração do assunto. Termina informando que o I COMAR continuaria as investigações.

PERÍODO ENTRE MISSÕES

 
Mosqueiro, Baía do Sol, Local registros 39, 40 e 41
do Registro de Observações de OVNI – I COMAR - Arquivo Pessoal

Não existem nos documentos oficiais e vazados observações militares de uma Equipe A2 registradas entre 11 de novembro, fim da Primeira Missão e o dia 25 de novembro de 1977, início da segunda missão. Existem alguns relatos de civis. Quatro foram inseridos no oficial Registro de Observações de OVNI, todos relatados na Ilha do Mosqueiro/Baía do Sol pelo piloto civil Ubiratan Pinon Frias, íntimo colaborador de Flávio Costa e Hollanda. No dia 22/11 o sargento Flávio Costa, acompanhado de Pinon e duas acompanhantes, faz uma vigília noturna particular bem sucedida na Baía do Sol, estrategicamente posicionada a alguns quilômetros da ilha de Colares, sendo possível a observação em linha reta da chamada Ponta do Machadinho, local de praias em Colares, onde uma série de observações com ousadas manobras aéreas são relatadas. Constam do Registro de Observações de OVNI, como registros números 39, 40 e 41. Flávio nessa época produz os famosos Relatórios Extras números 1 e 2, de uma sequência de dezesseis entre 1977 e 1978, para o I COMAR.


SEGUNDA MISSÃO MILITAR

Essa foi mais curta, durando apenas 11 dias: de 25 de novembro a 05 de dezembro. Inicialmente com um chefe de equipe do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica – CISA, vindo de Brasília. É importante ressaltar que o decreto presidencial 66.608 de 20 de maio de 1970 subordinava o CISA diretamente ao Ministro da Aeronáutica.
Às 22h00min do dia 25 de novembro chegaram a Colares. A equipe ficou concentrada na Sede do município durante toda a missão, não sendo informadas incursões a outras localidades. Isso explica o rol de observações dessa equipe: 2 em Penha Longa, local da travessia de balsa entre o município de Vigia e Colares, observado durante a viagem com destino a Sede, e 34 em Colares. Também colheram uma série de relatos de informantes, mas dessa vez tratava-se de observações de corpos luminosos, sem ataques de raios ou do chupa-chupa. No dia 29 de novembro o capitão Hollanda chega a Colares e assume a missão.

Algumas observações militares

Abaixo, registros de casos lançados no documento resumo do I COMAR, enviado ao Estado Maior da Aeronáutica em 1979, chamado Registro de Observações de OVNI (documento oficial FAB). São observadores militares da Equipe A2/I COMAR em vigíla na cidade de Colares.(37)

Registro 52. Observação de 27 de novembro de 1977, 19:10 – Colares:

Dois corpos luminosos amarelos claros cruzaram o céu a 6.000 m de altitude e velocidades superiores a 600 km/h. No centro da abóbada celeste um deles efetuou uma curva fechada de 360º, em seguida retomou o rumo original.

Registro 54. Observação de 28 de novembro de 1977, 19:05 – Colares:

Dois corpos luminosos amarelos claros cruzaram o céu a 4.000 m de altitude e velocidades supersônicas rumo noroeste/sudeste. Depois efetuaram uma curva, voltando para o norte.

Registro 58. Observação de 28 de novembro de 1977, 19:30 – Baía do Sol:
Um objeto sobre agentes do SNI

No dia 28 de novembro às 19:30, Hollanda e agentes do SNI estavam na Baía do Sol, enquanto a equipe chefiada pelo CISA estava em Colares. A presença de agentes do SNI foi revelada na entrevista do coronel Hollanda em 1997. Hollanda e os agentes observaram um corpo luminoso amarelo avermelhado sobre suas cabeçasSegue trecho do relatório da segunda missão:
"Corpo Luminoso, aparentemente estacionário sobre o ponto de observação (Praça da Escultura): emitiu com intervalos regulares lampejos (como flashes) de cor amarelo avermelhados com um núcleo azul muito intenso, em número de quatro (4); após a série de lampejos; diminuiu a intensidade luminosa do Objeto; aproando o rumo E, afastou-se com grande velocidade. A altitude do Corpo Luminoso foi estimada em 900ft. OVNI (CapHoll)."(44)
Depoimentos relevantes

Abaixo, dois registros de casos lançados no documento resumo do I COMAR, enviado ao Estado Maior da Aeronáutica em 1979, chamado Registro de Observações de OVNI, complementados por testemunhos lançados nos relatórios operacionais da segunda missão.(37)(44)

Registro 43. Observação de 25 de novembro de 1977 19:30
Vigia – Padre Alfredo de La Ó, 48
"Observou um Corpo Luminoso (reflexa), em forma de fuso cônico, baixa velocidade, absoluta ausência de ruído, a distância estimada de 100m; tamanho aparente 3m de comprimento por 0,60 de diâmetro; tinha uma luz vermelha na parte frontal e uma verde na parte de trás; subitamente aumentou a velocidade desaparecendo no alto."
Registro 55. Observação de 28 de novembro de 1977 19:30
Mosqueiro, Belém – Sr. Miguel, 31, cursando ensino básico
"(...) Corpo Luminoso, estacionário na direção da Baía do Sol/Colares, sobre a orla marítima, calculando que estivesse na Ponta do Machadinho, distância estimada 15.000 m, tamanho aparente 20 cm, altitude entre 1.800 a 2.000ft, emitindo compassadamente focos azulados (...) aproximaram-se dois (2) outros de menor tamanho vindo de direções opostas, sendo absorvidos pelo de maior volume. (...) depois saíram do objeto maior cinco (5) pequenos corpos luminosos. (...) o OVNI maior (...) deslocando-se após em grande velocidade (...)".

OUTRAS MISSÕES

Rio Guajará – Ananindeua

Três observações, números 63, 65 e 66, do Registros de Observações de OVNI) por equipe da 2ª Seção entre 09 e 10 de dezembro de 1977 em localidade do Rio Guajará, no município de Ananindeua, revelam uma missão específica de vigília, apesar de não haver relatório oficial ou vazado. Sobre essa missão, temos depoimentos do coronel Hollanda para o escritor e jornalista Bob Pratt em 1981 e para a mídia em 1997. Segundo os depoimentos, relativamente diferentes entre si e os registros, entre 23h00min de 09/12 e 02h00min de 10/12, um objeto voador primeiramente amarelado/âmbar e ao final azulado, de 100 metros de comprimento, realizou várias evoluções. Seguem declarações de Hollanda.

Hollanda para Bob Pratt em 1981:
"Então, o objeto subiu para o céu rapidamente e apagou a luz. Quando ele fez isso, não podíamos ver sua forma, mas havia uma luz verde em cima e uma vermelha no fundo. Quando as fotos foram reveladas, vimos um grande objeto em forma discoide, em posição mais vertical que horizontal."(45)
Hollanda, na entrevista à Revista UFO (Ademar José Gevaerd e Marco Antônio Petit) em 1997:
"Sua distância era de uns 70 m. Aquele monstro azul, embora tivesse um brilho muito forte, podia ser olhado diretamente sem que ardesse a vista. Não havia nada, apenas aquela luminosidade forte. (...) Aquele objeto ficou parado durante uns três minutos. Enquanto isso, olhávamos em silêncio. De repente, a luz se apagou rapidamente e pudemos ver o que estava por trás dela. (...) Era novamente a bola de futebol americano em pé, a uns 100 m de altura, parada e sem janela alguma."(46)
Hollanda na entrevista à Marco Antonio Petit, após Revista UFO, em 1997:
"Logo depois de uns três minutos ela apagou, de repente a luz azul acabou e ficou na nossa frente uma coisa assustadora (...). Era aquela bola de futebol americano que nós vimos passar na horizontal, ela tava em pé na frente da gente a uns 70 metros. (...) e logo em seguida esse objeto começou a se deslocar para cima, sem ruído, (...) ele subiu e tinha uma luz verde embaixo e vermelho em cima, aquilo piscando e ele subindo devagar (...) quando estava aproximadamente a 1.000, 1.500 metros de altura (...) deu uma explosão como se fosse de um trovão, uma explosão muito forte, um clarão e disparou com uma velocidade incrível."
Fazenda Jeju

No dia 16 de dezembro de 1977 uma equipe de agentes da 2ª Seção dirigiu-se à Fazenda Jejú no município de São Domingos do Capim para investigar fatos narrados pelo proprietário, sobre estranhos buracos no solo em uma área grosseiramente circular. Confirmaram os buracos, verificaram que a terra no interior deles estava compactada, fizeram medições e tiraram fotos. Os agentes fizeram uma vigília na fazenda durante a madrugada de 17 de dezembro, quando observaram corpo luminoso que iniciou uma jornada que o levaria dos 4.000 metros para 70 metros de altitude e 100 metros de distância, deslocando-se pela fazenda e região a baixa altura, executando uma série de manobras não convencionais.(47)

Trecho do relatório do agente:
"Corpo Luminoso, deslocando-se a baixa altura (400 m), no sentido Noroeste para Sudeste, ficou parcialmente encoberto pelas árvores; a equipe deslocou-se na viatura para o ramal principal, afim de melhor observar e fotografar; o Objeto baixava sobre a 'piçarreira'; ao atingir a altura estimada de 70 m, movimenta-se girando sobre seu eixo vertical como se fosse um PIÃO, sua coloração amarelo avermelhada mudava constantemente para uma tonalidade mais cinza (branco azulada) e de brilho muito intenso; não chegou a ‘pousar’, ondulando iniciou um movimento ascendente, não muito acentuado: aumentou sua velocidade e intensidade luminosa, passando por várias tonalidades do azul ao vermelho; desapareceu por interposição de árvores.".
*Jazida de piçarra, tipo de material argiloso produzido a partir da junção de fragmentos de rocha e outros elementos.

Dias depois, na zero hora do dia 20 de dezembro, duas equipes de agentes comandadas pelo chefe do SNI da Agência de Belém, fizeram duas vigílias: uma na fazenda Jejú e outra na área da piçarreira. Registram duas observações de corpos luminosos a média distância (1.500–4.000m). Essas observações militares entre 16 e 20 de dezembro foram lançadas no documento oficial Registros de Observações de OVNI, registros números 75, 76, 77 e 78.


A FASE BELÉM DO CHUPA-CHUPA

Não há registros militares sobre os fenômenos em Belém. Toda a cobertura do período é jornalística. O jornal O Liberal, em 17 de novembro de 1977, em reportagens ocupando página inteira, sob o título Fenômeno da luz intranquiliza a cidade, conta várias histórias sobre alegados ataques da luz vampira:
"Um clima de intranquilidade e insegurança está se registrando e se ampliando em toda a cidade, em decorrência de estranhas e contraditórias notícias sobre uma misteriosa luz que ataca as pessoas, sugando-lhes o sangue.” (...) Mas têm sido inúteis os esforços da reportagem em encontrar simultaneamente, ou logo após os mirabolantes ataques, aqueles que se dizem vítimas do ‘foco paralisador’. A cidade está cheia de boatos."
Eliana com 16 anos, se preparava para ir trabalhar no Centro Espírita as 15:30, quando sentiu “uma coisa” e viu uma luz clareando o quarto pelas frestas do telhado, sob o forte sol da tarde. Durou meia hora, houve testemunhas. Não sentiu nada de anormal depois. Oberlando de 18 anos, estudava às 01:30 da madrugada e estava com muito medo, tendo rezado muito, antes de começar a estudar. Sentiu calor e viu uma luz pela fresta do telhado, descontrolado atacou a irmã e cunhado que dormiam, chutou coisas, quebrou vidros, queria que abrissem a porta. Eliana e Oberlando eram vizinhos, moravam na mesma rua, no bairro Cremação. Um garoto de 7 anos caiu e bateu a cabeça numa pedra, pela manhã, levando 15 pontos. Sua mãe diz que foi a luz. O garoto não sabe o que aconteceu. No bairro Jurunas. O jornal A Província do Pará em 19 de novembro de 1977, publica com o título Vampiro interplanetário só gosta de mulher, reportagem sobre ataques a três jovens do Bairro Jurunas. Jurunas é muito perto do bairro da Cremação.

Uma jovem de 13 anos quando voltava para casa às 21h:
"Na porta de sua residência (...) sentiu todo o seu corpo adormecer ao ser atingida por uma luz vermelha que mudava de tonalidade, ficando às vezes clara. Teve forças de correr para a cama, caindo sobre o leito desmaiada."
No hospital nada foi constatado. Levada a um templo evangélico, a jovem "como se estivesse possessa de demônios tal a força que demonstrava" foi curada pelo "poder de Deus", ficou ótima e se converteu ao Evangelho. Outra jovem de 18 anos voltava de uma festa às 23h:
"(...) retornava da sede do Imperial, na Rua Conceição, quando se viu paralisada pela luz vermelha. Apavoradas, suas amigas (...) fugiram deixando-a só (...) A luz de repente ficou verde e logo branca. Percebi quando três amigos me socorreram e, em casa notei várias marcas no meu corpo acentuadamente no braço esquerdo, como se fossem queimaduras leves."
O caso mais famoso, aconteceu no dia 17 de novembro, com a jovem Aurora:
"(...) disse que na noite de quinta-feira por volta das 21 horas chegava em casa” (...) se dirigindo para o pequeno quintal da residência onde passou a lavar as louças do jantar. De repente foi atacada por uma forte corrente de vento frio e sentiu um medo terrível como se estivesse sendo envolvida por algo estranho. Eu fiquei apavorada. Chamei minha mãe que já estava deitada como outros moradores da casa, mas antes dela chegar uma forte luz vermelha me envolveu, deixando-me atordoada. Ao mesmo tempo, senti furadas muito finas que eram dadas em meu seio, caindo então ao solo desmaiada."
O jornal A Província do Pará convidou o médico Orlando Zoghbi a visitar as três jovens em suas residências para dar sua opinião. A avaliação do médico foi publicadas pelo jornal em 20 de novembro. Durante a visita foi tirada uma foto, publicada na edição, mostrando perfurações no seio.
O parecer médico

O médico recomenda a atenção de um psicólogo e faz algumas considerações sobre o fenômeno no estado. Diz ter havido uma reação em cadeia a partir de relatos da cidade de Viseu - fronteira com o Maranhão e espalhados pelos jornais de vários estados, suscitando sintomas em pessoas "supersensíveis". A neurose coletiva observada pela falta de segurança e a "crescente onda de assaltos", motivada pela migração do campo para a capital Belém, foi reforçada pelos meios de comunicação, gerando pânico e "crendice na massa, da existência do tal vampiro extraterreno". Que na adolescência: "(...) fase dos sonhos, os desejos reprimidos são imensos pois a mente fértil de ideias, nas quais a totalidade da área material não é satisfeita, gerando informações numerosas ao sub e ao inconsciente.” As visões: “(...) são fruto do estado d'alma, em sintonia com o inconsciente, produzindo uma excitação psicomotora. (...) Que as lesões (...) são (...) ocasionadas por choque adrenérgico, pois as mulheres instintivamente num ato de proteção levam as mãos aos seios e a ação motora contraindo as mãos em garra ocasionaram as lesões nas glândulas mamárias.”.

DEPOIMENTOS DE MILITARES

Tenente Coronel Aviador Camillo
Chefe do A2 e Comandante da OP.
Coronel Hollanda
Chefe operacional da OP, codinome Ernesto
  • Entrevista a Bob Prat em 1981, publicada no livro Perigo Alienígena no Brasil - Perseguições, Terror e Morte no Nordeste.
  • Reportagem exibida no Fantástico - O Show da Vida, TV Globo, em 20/07/1997, disponível no youtube.
  • Entrevista a Ademar José Gevaerd e Marco Antônio Petit da Revista UFO em agosto de 1997.
  • Entrevista a Marco Antônio Petit em agosto de 1997, disponível no youtube.
  • Conferência pública na Associação Fluminense de Ufologia - AFEU em 07 de setembro de 1997.(48)
Suboficial Almeida
Agente da  Seção, codinome Luciano
LENDAS URBANAS

Site orbitador.com.br, leia o artigo:


LIVROS E TRABALHOS ACADÊMICOS
Site operacaoprato.com, leia o artigo:

Livros e trabalhos acadêmicos.

JORNAIS DA ÉPOCA
  • Exemplares do jornal O Jornal Pequeno estão Arquivados na Biblioteca Pública Benedito Leite de São Luís.
  • Exemplares do jornal A Província do Pará estão Arquivados na Biblioteca Pública de Belém.
  • Exemplares do jornal O Liberal estão Arquivados na Biblioteca Pública de Belém.
  • Exemplares do jornal O Estado do Maranhão estão Arquivados na Biblioteca Pública Benedito Leite de São Luís.
  • Jornal de Brasília de 30 de julho de 1977: Objeto luminoso está causando medo no Maranhão. Arquivo Nacional, código de referência BR DFANBSB ARX.0.0.172.

REFERÊNCIAS
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(3) Equipe operacaoprato.comRelatório Médico Inédito da Operação Prato e Entrevista Exclusiva com Militar que Participou da Missãosite Operação Prato - Tudo Sobre o Maior Evento Ufológico Mundial, 17 de junho de 2017.
(4) Salvador Nogueira. O arquivo X brasileiro. Superinteressante, 13 de janeiro de 2014.
(5) Jackson Luiz Camargo. Caso Chupa-Chupa e Operação Prato. Portal Fenomenum, 15 de junho de 2016.
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(8) Hélio Aniceto. Corpos Luminosos: Uma Operação Militar em Busca de Respostas, Capítulo 3, O Serviço Secreto, paginas 81 a 87 . Brasil, Rio de Janeiro. Edição independente, 2014.
(9) Pedro Dantas. Aeronáutica libera documentos sobre aparição de óvnisO Estado de São Paulo, 14 de agosto de 2010.
(10) Daniel Rebisso Giese. Vampiros Extraterrestres na Amazônia, capítulo X Evidências de Um Enigma, páginas 138 a 147. Brasil, Belém. Editora Falangola, 1991.
(11)A. J. Gevaerd. O chupa-chupa aterrorizou moradoresRevista UFO, edição 204, outubro de 2013.
(12) Eduardo Rado. Vitório Peret: O chupa-chupa não foi causado por um único grupo de extraterrestres. Revista UFO, edição 231, fevereiro de 2016.
(13) Hélio Aniceto. A Lenda do Vampiro Extraterrestresite Orbitador, 18 de junho de 2017.
(15) Cláudio Tsuyoshi Suenaga. A Dialética do Real e do Imaginário: Uma Proposta de Interpretação do Fenômeno OVNIUniversidade Estadual Paulista Faculdade de Ciências e Letras Departamento de História, Assis, 1999.
(16) Bob Pratt. Perigo Alienígena no Brasil - Perseguições, Terror e Morte no NordesteCapítulo 19:  Morte na Ilha do Caranguejo, páginas=171 a 185Editora Biblioteca UFO, 2003. ISBN 85-87362-15-1.
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(21) Rodrigo Cardoso. A história oficial dos ÓVNIS no Brasil. ISTO É independente, 22 de julho de 2009.
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(29) Fernando Rodrigues. Download arquivos SNI Operação PratoUOL.
(30) Hélio Aniceto. Corpos Luminosos: Uma Operação Militar em Busca de Respostas, Introdução, paginas 08 a 10Brasil, Rio de Janeiro. Edição independente, 2014.
(31) Redação Vigília. Filho de oficial faz revelações surpreendentes sobre a Operação Prato.  Portal Vigília, 22 de outubro de 2007.
(32) Mitra Arquidiocese de São Paulo. Brasil Nunca Mais, Tomo I, Capítulo V, Estrutura do Aparelho Repressivo, página 72. Editora Vozes, 1985. página=72. ISBN 85-32600-30-1.
(33) Jackson Luiz Camargo. A Operação PratoPortal Fenomenum, 15 de junho de 2016.
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(35) Flávio Costa, I COMAR. Relatório do Agente, Campo Psico-social e Econômico.  site Operação Prato - Tudo Sobre o Maior Evento Ufológico Mundial, 20 de setembro de 2017.
(36)  Hélio Aniceto. Corpos Luminosos: Uma Operação Militar em Busca de Respostas, Introdução, paginas 20 a 26Brasil, Rio de Janeiro. Edição independente, 2014.
(37) I COMAR. Registros de Observações de OVNI. Sistema de Informações do Arquivo Nacional. Cógigo de referência BR DFANBSB ARX.0.0.184.]
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(39) Hélio Aniceto. Corpos Luminosos: Uma Operação Militar em Busca de Respostas, Capítulo 7, Os Depoimentos, pagina 174Brasil, Rio de Janeiro. Edição independente, 2014.
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(43) A. J. Gevaerd. Não cedi às pressões dos militares. Revista UFO, edição 117, dezembro 2005.
(44) I COMAR. Relatório de Missão - II Parte Informativa, folhas 1 a 10site Operação Prato – Tudo Sobre o Maior Evento Ufológico Mundial, 1977.
(45) Bob Pratt. Perigo Alienígena no Brasil - Perseguições, Terror e Morte no NordesteCapítulo 20:  Vampiros do Céu, páginas=202 a 203Editora Biblioteca UFO, 2003. ISBN 85-87362-15-1.
(46) Equipe UFO. Coronel rompe silêncio sobre UFOSRevista UFO, edição 54, outubro de 1997.
(47) Hélio Aniceto. Corpos Luminosos: Uma Operação Militar em Busca de Respostas, Capítulo 6, Observações, paginas 168 a 173Brasil, Rio de Janeiro. Edição independente, 2014.
(48) Marco Antônio Petit. Reflexões sobre a entrevista de Uyrange HollandaRevista UFO Especial, edição 72, junho 2013.

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