16 março 2017

AIMÉ MICHEL

Aimé Michel(1919  - 1990), filósofo e ufólogo francês, foi um dos pioneiros a escrever sobre ufologia na França, tendo publicado em 1954 o segundo livro sobre o tema naquele país: "Lueurs Soucoupes Volantes". Estudioso da onda ufológica francesa de 1954, popularizou aqueles eventos em seu livro "Mistérieux Objets Célestes" de 1958, um clássico da ufologia onde propôs a teoria das Ortotenias, alinhamentos geométricos que concentrariam relatos de UFOs. Colaborou com várias revistas fornecendo numerosos artigos sobre UFOs, misticismo, reino animal, e outros tópicos. Publicou dois importantes trabalhos em dois livros de coletâneas de vários autores ufológicos, um deles em 1966 no livro organizado por Charles Bowen "The Humanoids", com o capítulo "The Problem of Non Contact", tratando da questão do não contato entre nossa civilização e o que quer que esteja por detrás do fenômeno UFO. O outro trabalho foi publicado em 1974 no livro organizado por Fernand Lagarde "Mystérieuses Soucoupes Volantes" com o capítulo "Le principe de banalité", onde amadurece sua visão sobre a questão do contato e a natureza do fenômeno. O ufólogo francês também foi uma das inspirações para Jacques Vallee propor a hipótese interdimensional.

AIMÉ MICHEL

O PROBLEMA DO NÃO CONTATO
capítulo do livro organizado por Charles Bowen "The Humanoids" - 1966

Aimé Michel se interessou muito pelo problema do contato, mais especificamente pela sua ausência, entre nossa civilização e uma hipotética inteligência que dirige na origem o fenômeno UFO, colocando algumas questões que considerou como evidentes.

Em "The Humanoids", ele conceituou o contato ao qual ele se refere. Quando ele usa apenas a palavra contato, ele quer dizer um diálogo de forma institucional entre povos distintos, se tratando como nações, a exemplo de uma ONU, portanto, um contato de alto nível, diplomático.

Cita Charles Fort, (1874 - 1932), um escritor e pesquisador americano especializado em fenômenos anômalos e considerado o primeiro ufólogo, que exprimiu em uma frase, a questão central sobre a hipótese de estarmos sendo visitados por seres de outros mundos: por que eles não se mostram abertamente para nós?

Sobre essa questão Aimé Michel considera algumas coisas evidentes. São elas:
  • Não existe contato entre a humanidade e o sistema “X” ou sistemas responsáveis pelo fenômeno UFO e esse é o problema número Um.
  • Que se o sistema é múltiplo, com várias origens, todos obedecem uma única lei, sob um ponto específico: o não contato.

Nesse trabalho também considerou outras duas coisas evidentes:

  • Eles estão em nosso mundo, mas não estamos no deles.
  • O contato físico é possível: ver, ouvir tocar.

Aqui Aimé Michel, quando usa a palavra evidente, se mostra influenciado pelos relatos de UFOs e seus ocupantes, que estudou durante suas investigações da onda ufológica de 1954 na França. Considerou legítimos e verdadeiros e que pessoas estavam de fato entrando em contato físico com entidades não humanas durante eventos ufológicos.

Assim ele trabalha com duas facetas: o contato seria a interação oficial entre esses mundos e ainda ausente, mas também estariam acontecendo contatos físicos raros e isolados entre humanos e entidades biológicas reais.

autor vai assumir duas situações em relação aos contatos físicos: que não são com os responsáveis pelo sistema "X", mas com seus intermediários, criaturas de seus mestres. Ou os ocupantes vistos junto aos UFOs são os próprios seres que controlam o Sistema "X".

Aimé Michel irá evoluir sua opinião após alguns anos sobre a realidade desses contatos físicos, mas no trabalho de 1966, "The Problem of Non-Contact" publicado em "The Humanoids", ao aceita-los como reais, esses supostos raros e isolados contatos físicos abriram possibilidades de explicação para o entendimento dessa crucial questão: por que eles não se mostram abertamente para nós? 

Em Le principe de banalité no livro Mystérieux Soucoupes Volantes de 1974, a ausência de contato continuaria a incomodar Aimé Michel:

"No entanto, como vimos, estrelas tão avançadas como o nosso Sol já existiam há bilhões de anos; estas estrelas (as que vemos) já tiveram planetas (medições astrométricas mostram a sua presença), enquanto a nossa Terra ainda nem existia. Se civilizações tão avançadas como a do nosso século XX já existissem nesses planetas lá bilhões de anos antes, o que aconteceu com eles desde então? Por que eles não se espalharam no espaço? Por que eles não nos descobriram? Por que não podemos vê-los?

A ficção científica já produziu milhares de livros que descrevem a chegada de extraterrestres na Terra. Seus autores pensaram em tudo. Eles imaginaram todas as possibilidades. No entanto ninguém propôs uma explicação satisfatória a este fato muito estúpido e bem comprovada: nunca se viu qualquer extraterrestre chegar."


Nota: É provável que ele conhecesse o Paradoxo de Fermi da década de 1950 e a Equação de Drake de 1961, que são as bases científicas para essa indagação.



Vamos resumir as possibilidades levantadas pelo autor que justificariam o não contato, que até hoje são discutidas na comunidade ufológica, além de contribuir com importantes "insights" para teorias modernas sobre o fenômeno, mesmo passados mais de cinquenta anos.

Uma inteligência inacessível

Aimé Michel desenvolve, brevemente, uma visão possível e surpreendente: a de que apesar desse sistema "X" ser, provavelmente, mais avançado tecnologicamente do que nossa civilização, não necessariamente significa que o sejam também na ciência. Usa o exemplo do peixe Gymnarchus Niloticus, que usa as tensões elétricas entre seu corpo e os obstáculos para se guiar em meio a lama do Nilo, mas nada conhece sobre as leis da eletricidade. Poderia ser uma explicação para o não contato. Talvez não possuam um pensamento discursivo (conceitos, proposições e argumentos) e “nos dominam apenas na medida em que o micróbio nos domina quando estamos doentes”.

Micrografia eletrônica, bactéria E. Coli.

Viajantes do futuro

O autor nos diz que na verdade nós nunca os vemos, nunca há contato de fato, tudo o que vemos são robôs, biológicos ou não. E faz uma ligação religiosa com a Bíblia, numa menção as crenças judaico-cristãs, de que ninguém pode olhar Deus diretamente sob pena de morte e que para falar a todos, usa intermediários. Nos casos de contato físico o que vemos são formas humanas ou humanoides, com cabeça grande e órgãos vegetativos (mandíbula, boca, nariz), como uma interpolação com o futuro evolutivo da humanidade.

Nota: o autor assume que os contatos físicos são reais, no entanto, não são com os responsáveis pelo sistema "X", mas com seus intermediários, criaturas de seus mestres. 

Aimé Michel em poucas linhas nos joga no colo uma outra possibilidade: a de que são nossos descendentes se comunicando conosco do futuro. E qual a grande pista para essa hipótese? Uma tipologia humanoide utilizada por intermediários, robôs biológicos. Sim, a tipologia seria um marcador de que o sistema "X" teria uma ligação genética conosco, usando intermediários com essa forma. E mesmo no casos de criaturas de outra tipologia, argutamente ele declara:

"Há uma fauna aberrante e variada nas formas relatadas, no entanto, se realmente se trata de um sistema “X” invisível, poderia operar robôs biológicos inspirados em espécies da Terra. E um homem do futuro poderia fazê-lo também."

Quem estuda ufologia, bem sabe que essa é uma das hipóteses considerada até hoje por muitos. Talvez tenha sido pensada pela primeira vez por ele. Então, quando você ler sobre essa hipótese em algum sítio da internet, lembre-se, o pai dessa teoria é Aimé Michel nos idos da década de 60.



Caso Quarouble, França, 1954. Aimé Michel em seu livro Mistérieux Objets Célestes declara:
"Em definitivo, o incidente em Quarouble resta inexplicável."

Coloca que seria vago especular sobre a razão para o não-contato, pois os motivos desse comportamento estão hipoteticamente além da razão.

Especula sobre o tamanho do cérebro desses seres, que por relatos, aparentam uma massa cerebral bem maior.

Ele se pergunta: se observarmos a evolução do encéfalo do homem e a dimensão da cabeça dos humanoides é um ponto de apoio a uma natureza super-humana do pensamento dos ocupantes dos OVNIs.


Deus ex máquina (Matrix?)

A próxima questão que Aimé Michel aborda é a possibilidade de estarmos interagindo com uma máquina muito superior as nossas. Na época do livro, começávamos a usar circuitos integrados e os computadores eram de grande porte. 
O computador pessoal só veio a surgir no início dos anos 1970.


O BRLESC I (Ballistic Research Laboratories Eletronic Scientific Computer), EUA, 1962 

A pegada de Aimé Michel merece a reprodução de um bom naco de texto:

“Tenho assumido (...) que o contato não existia porque os agentes responsáveis reais eram invisíveis ou ausentes. Uma forma assustadora dessa hipótese seria que o "Sistema X" não é um ser vivo, mas uma máquina. Um robô colossal dotado de poderes e de conhecimentos formidavelmente superiores aos da humanidade que pode estar em órbita, ou em algum planeta desabitado do nosso sistema solar, há muito tempo - ou até mesmo desde os primórdios da vida. Ele observaria, agiria e manipularia eventos e seres através dos seus intermediários nos UFOs e das criaturas vivas que foram construídas ou criadas. Os processos de evolução biológica, tão difíceis de explicar, poderiam ter sido produzidos por ele, e, consequentemente, o homem também. Esta é uma hipótese infundada, mas na Ufologia a regra é pensar em tudo e não acreditar em nada, tudo deve ser pensado (...)”


Quando Aimé Michel segue a fundo o raciocínio de uma grande máquina com poderes além da imaginação, especula que esse ente ex machina seria capaz de criar a própria raça humana e todo o resto. A possibilidade, além de revolucionária à época, encontra eco na moderna hipótese da simulação, conhecida popularmente pelo cinema como Matriz. Claro, o autor pensa numa máquina manipuladora da evolução e da criação física, real, do mundo. Na época seria difícil dar o salto para uma hipótese de evolução, criação e manutenção em mundo virtual, dentro dos circuítos de uma máquina com enorme capacidade de computação. A pegada do filósofo foi além de seu tempo.

É o próprio Sistema "X" 

Uma outra alternativa seria que os operadores vistos no solo são na verdade os agentes responsáveis pelo fenômeno UFO. Eles seriam o próprio Sistema "X".


Obriga-se a entrar na espinhosa seara dos contatados: Adamski, o brasileiro Dino Kraspedon e outros, que estariam em conversas com esses responsáveis. Um grande problema é que os contatados não concordam entre si com o que é dito pelos visitantes e poucos ufólogos lhes dão crédito. De qualquer maneira, seriam tão poucos os contatados, se é que existiam realmente, que na verdade não se estabeleceu um contato.

Comenta que vários ufólogos europeu interpretavam a recusa do contato como um ato de desprezo pela Humanidade e que, usando parâmetros de nossa humanidade, eles deveriam entrar em contato e não fazê-lo poderia indicar perigo.



Aimé Michel argumenta que não devemos tratar essa inteligência estranha como se pensasse como nós. Nós humanos evoluímos desde o australopitecos e devemos continuar a evoluir, e isso produziu também mudanças ao nível psíquico entre nós e nossos antepassados evolutivos.


Visitantes super-humanos 

Ele diz:

"Embora admitamos de boa vontade que a atividade ufológica revela um nível de pensamento sobre-humano, parece, portanto, que a maioria de nós persistem em não ver a implicação inevitável dessa super-humanidade: que incluíra sempre uma parte incompreensível e sempre mostrará o que para nós são aparentemente contradições e absurdos."

Argumenta que desde a antiguidade temos como existente um pensamento superior, mas sempre no contexto religioso. Talvez isso explique o desvio religioso da ufolatria.

Segundo Aimé Michel:


"A dificuldade particular da pesquisa ufológica é, consequentemente, a  dificuldade de se aplicar uma fenomenologia super-humana apenas com os métodos da ciência e excluindo todo o misticismo."

Quando o absurdo e o contraditório aparecem, devem ser considerados. "Os exemplos de aparente absurdidade são muito numerosos, e encontramos quase sempre um ou dois detalhes absurdos em cada caso bem relatado (...)".  Cita como um festival de absurdos o caso Kelly-Hopkinsville.


Alienígena do caso Kelly-Hopkinsville, por Tim Bertelink


Para ele nenhuma pesquisa útil pode ser feita, enquanto se produza complexos absurdos para nós.


O PRINCÍPIO DA BANALIDADE
capítulo do livro organizado por Fernand Lagarde "Mystérieuses Soucoupes Volantes"

Nesse livro de 1974, ele volta a refletir sobre a questão do não contato.

No texto Aimé Michel discorre sobre as alegações contrárias a realidade do fenômeno:

"Na verdade, se alguém desafia a explicação por falsa interpretação ou psicose, a suposição extraterrestre é a única que permanece disponível. No entanto, ela encontra objeções insuperáveis, como veremos. (...) se seres vindos de outros lugares tivessem realizado um feito tão maravilhoso, não é razoável imaginar que o fizessem com o único objetivo de realizar manobras vagas diante de um camponês do Lozère ou de um índio do Orenoque e desaparecer imediatamente. Tal suposição é insuportável. Quando os abismos de comprimento em anos-luz são cruzados ao preço de uma fantástica despesa de energia e que resulta na descoberta de uma civilização desconhecida, o contato deve obviamente ser o resultado. No entanto, nenhuma civilização extraterrestre entrou em contato com a humanidade, isso é um fato. Assim, os discos voadores são um absurdo, e quaisquer que sejam as dificuldades para explicá-los de forma satisfatória pela histeria, estupidez ou ignorância, é necessário admitir tal explicação, uma vez que não há uma explicação possível diferente."

E arremata:

"Os cientistas que acreditam na realidade dos discos voadores discutem precisamente que a estupidez e a credulidade são suficientes para explicar tudo isso. Mas há uma razão suficiente para entrar em sua obscura pesquisa, com o risco de desperdiçar um tempo que pode ser dedicado a atividades mais úteis?"

Aimé Michel faz uma incursão pela ciência então.

Ele fez algumas considerações: nosso sistema solar é banal, como muitos outros e a distância entre as estrelas é muito grande. A viagem entre elas por causa da limitação da velocidade da luz é quase impossível, com exceção de três ou quatro estrelas próximas. Quanto a biologia "(...) ainda que não se saiba como os primeiros seres viventes foram formados, documentos geológicos atestam que tudo aconteceu na Terra como se a aparição da vida fosse um fenômeno normal e automático onde quer que ela pudesse se desenvolver, não exigindo qualquer milagre". Que a vida se desenvolveu na Terra rapidamente em formas complexas, que o aparecimento do homem não sofreu descontinuidade e que nunca deixamos de evoluir segundo as leis da genética.


Questão do ENEM - 1998.

Discorre longamente sobre viagens espaciais e a impossibilidade delas segundo os críticos do fenômeno, mas não deixou de argumentar que a física evoluiu com o tempo e novas descobertas poderiam surgir no horizonte.

Os críticos ainda dizem: se viessem entrariam em contato, se não o fazem, é porque não estão aqui.

Mas Aimé Michel vai além dessa argumentação:

"Nós nunca pensamos sobre a estranheza e até mesmo o insondável nessa ausência. Não pensamos nisso pela mesma razão que os romanos nunca se preocuparam com a América: pelo provincianismo e pela miopia intelectual."

Aimé Michel também abordou o suposto relacionamento entre nós e uma inteligência superior que estivesse interagindo conosco na Terra. Ele argumenta usando a etologia, uma especialidade da biologia que estuda o comportamento animal, fazendo observações sobre insetos e aranhas. Insetos que batem no fundo de um recipiente de vidro rumo a uma luz e que não conseguem superar esse passo saindo do recipiente e contornando-o para chegar a luz. A aranha possui comportamento mais complexo, mas tem também suas limitações. E diz:

"A natureza viva terrestre é, portanto, inteiramente um campo fechado onde diferentes psiquismos se chocam sem nunca poderem sair de seus limites, que são irremediavelmente traçados pela complexidade fisiológica que a anatomia de cada espécie particular determina."

Passa para animais de inteligência mais evoluída, como os macacos e golfinhos. Se colocados em uma situação de resolução de problema um pouco acima de suas capacidades, eles tentam usar suas capacidades intelectuais para resolvê-lo, mas se o problema é complexo demais para eles, passa a ser uma ameaça, e o comportamento do animal de torna aleatório. Experimentos com macacos por J. Cole demonstraram que nessa situação eles refugiam-se em reações primitivas e sumárias como fuga e combate, quando um pouco de reflexão resolveria o problema. Fisiologicamente há uma impossibilidade neural para tanto, não é uma questão de vontade. E que o homem no contexto terrestre também possuiria limitações psíquicas. Que a humanidade também estaria sujeita as suas limitações.

Aimé Michel diz que há aqueles que consideram ridículo e absurdo que o pensamento dessa inteligência desconhecida seja impenetrável, como do macaco para o pesquisador humano, mas que se eles estiverem de fato no ambiente terrestre, suas capacidades psíquicas, móveis e tecnológicas se mostrariam incompreensíveis.

Continua argumentando:

"É certo que o contato é possível entre Cole e seu macaco. É possível com a ajuda de uma gaiola. É bilateral no nível do macaco, ou seja, que o homem, com a ajuda de um estudo cheio de armadilhas e dificuldades, pode em casos extremos trocar com o macaco todas as "idéias" do macaco. Mas esse intercâmbio é unilateral no nível do homem porque não se pode explicar ao macaco nem o que ele, o homem, está fazendo, nem por que o faz."

Experiências de Harry Harlow com macacos Rhesus 1963-68.


"Aplicada ao homem, um dispositivo desse tipo terminaria prontamente de desumanizá-lo, (...).

Pois qual seria o nosso pensamento, se uma comunicação com uma fonte inesgotável de conhecimento nos tivesse poupado de repente de qualquer esforço e qualquer pesquisa? A condição humana adulta é compatível com uma regressão à dependência infantil? O adulto não pensa, pelo contrário, por definição, um pensamento não dependente?"

E Aimé Michel parece que encontrou a tão esperada resposta de por que eles não se mostram abertamente para nós?

"E essas espécies (se existem) que excederam este estágio devem ter sua própria ética.

Nós não sabemos nada sobre eles, mas sabemos o suficiente sobre nós para definirmos, do nosso ponto de vista, que o primeiro requisito desta ética é o respeito da nossa razão e nossa liberdade e, conseqüentemente, a recusa do contato.

Se um pensamento superior ao nosso conhece nossa existência e nos observa, nunca saberemos o que é.

E se nos respeitar, deve nos deixar com a nossa solidão até que nossa própria metamorfose nos torne capazes de alcançá-los por nós mesmos, sem o peso da dependência.

Ainda considerando as coisas do nosso ponto de vista, o melhor que essa inteligência pode fazer é estimular a nossa, propondo-nos problemas, um pouco mais altos do que nossas possibilidades, como Cole em seus experimentos com seus macacos.

Depois de vinte anos de estudos e discussões, acreditamos que é precisamente isso que faz. E percebemos que o que nos pareceu um desafio à razão no começo aparece pelo exame, em conformidade com a razão."

Fractal

Nota: Traduções livres em inglês e francês, por Hélio Amado Rodrigues Aniceto.

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