27 agosto 2010

GELEIRAS DA GROENLÂNDIA

UM FUTURO INCERTO 

Cada vez que um novo estudo sobre o derretimento da capa de gelo da Groenlândia é divulgado, descobre-se que seu ritmo está acelerando e, portanto, acelerando também o ritmo de aumento do nível dos oceanos. O blog foi verificar nas imagens disponíveis na página do Sistema de Resposta Rápida do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) da NASA e confirmou que as notícias realmente não são boas.


GELEIRAS DA GROENLÂNDIA
UM FUTURO INCERTO

Cada vez que um novo estudo sobre o derretimento da capa de gelo da Groenlândia é divulgado, descobre-se que seu ritmo está acelerando e, portanto, acelerando também o ritmo de aumento do nível dos oceanos. O blog foi verificar nas imagens disponíveis na página do Sistema de Resposta Rápida do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) da NASA e confirmou que as notícias realmente não são boas.

Consulte na Wikipédia: o que é o MODIS?

Imagem do satélite SeaWiFS - NASA para Groenlândia
http://visibleearth.nasa.gov/
http://visibleearth.nasa.gov/view_rec.php?id=1493


O blog consultou duas fontes confiáveis sobre os últimos estudos acerca do derretimento dessas geleiras. A primeira, do Observatório da Terra – NASA, que trabalha com os satélites Aqua e Terra, onde estão instalados os equipamentos MODIS. O artigo de 2007, chamado “Greenland's Ice Island Alarm” é extenso, então vou destacar o que interessa para nossa digressão: o resultado da conta entre a retração da capa de gelo no litoral e o acumulo de neve que cai no interior da ilha da Groenlândia apontava para uma perda da massa de gelo . E não é pouco. Tendo em conta os vários estudos, apontava-se em 2007 para uma perda da ordem de 150 a 180 gigatoneladas de gelo por ano, sendo que uma gigatonelada é igual a 1 bilhão de toneladas. A segunda fonte é o artigo publicado na revista Science em novembro de 2009, chamado "Partitioning Recent Greenland Mass Loss", da equipe coordenada pelo holandês Michiel van den Brooke, da qual faz parte uma das cientistas envolvidas nos estudos do Observatório da Terra, Isabella Velicogna, que aponta para uma aceleração do derretimento em relação aos estudos anteriores. Entre 2006 e 2008 a perda de massa subiu para estratosféricas 273 gigatoneladas por ano, contribuindo para o aumento do nível dos oceanos em 0,75 milímetros por ano.

Pois bem, o Orbitador foi verificar as imagens do Sistema de Resposta Rápida do Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (MODIS) e tentar achar alguma evidência do que os estudos mostram, afinal, existem alguns céticos que continuam a achar que o aquecimento global e uma farsa e estaríamos a ser enganados pelos cientistas e pelo IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da ONU), então, fui ver se um blogueiro e  leigo conseguiria achar algo interessante...e achei. Sem qualquer pretensão de prova científica, isso deixo para os renomados cientistas que realizaram os estudos citados, compare as imagens de dois locais (exemplo 1 e exemplo 2) da Groenlândia ao longo dos anos. Abaixo temos o exemplo 1, na costa sudoeste e o exemplo 2 na costa leste.

Regiões Observadas


Exemplo 1 - Imagens do Sistema de Resposta Rápida do MODIS
(click nas imagens para acessar site)



Exemplo 2 - Imagens do Sistema de Resposta Rápida do MODIS
(click nas imagens para acessar site)



Se você comparar os dois pares de imagens, verá que temos diferenças impressionantes e para menor nas capas de gelo dos anos mais recentes. O exemplo 1 é cristalino, tiradas no mesmo dia, com 20 minutos de diferença mas em anos diferentes. 


O aquecimento global é uma realidade. Não há como negar dados e fatos.